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20 de mai. de 2011

Os 28 de Mano

O  técnico Mano Menezes convocou 28 jogadores para os amistosos contra a Holanda, no dia 4 de junho, no Serra Dourada, em Goiânia, e diante da Romênia, quatro dias depois, no Pacaembu, em São Paulo (é importante lembrar que Ronaldo Fenômeno será o 29º "atleta" desse grupo, já que contra a Romênia ele fará sua despedida da seleção).


Após a partida diante da Romênia, no dia 7 de junho, Mano Menezes cortará seis atletas e divulgará a lista de convocados para a Copa América no Pacaembu, em São Paulo. A estreia da Seleção será no dia 3 de julho, contra a Venezuela, em La Plata. Mano espera contar com Paulo Henrique Ganso que se recupera de lesão.

A convocação foi dentro daquilo que a imprensa imaginava. No geral as escolhas foram coerentes. Ele manteve a base que vinha convocando e trouxe apenas 3 novidades (Thiago Neves, Fred e Fábio do Cruzeiro) . Vamos aos nomes e os comentários sobre cada posição.

A lista:

GoleirosJulio César (Inter de Milão)
Jefferson (Botafogo)
Victor (Grêmio)
Fábio (Cruzeiro)

Laterais

Daniel Alves (Barcelona)
Maicon (Inter de Milão)
André Santos (Fenerbahçe)
Adriano (Barcelona)

Zagueiros

Lúcio (Inter de Milão)
Thiago Silva (Milan)
David Luiz (Chelsea)
Luisão (Benfica)

Volantes

Lucas Leiva (Liverpool)
Ramires (Chelsea)
Sandro (Tottenham)
Henrique (Cruzeiro)
Anderson (Manchester United)

Meias

Elano (Santos)
Elias (Atlético de Madri)
Lucas (São Paulo)
Thiago Neves (Flamengo)
Jadson (Shakhtar Donetsk)

Atacantes
Robinho (Milan)
Neymar (Santos)
Alexandre Pato (Milan)
Nilmar (Villarreal)
Leandro Damião (Internacional)
Fred (Fluminense)

Comentários:
 

Goleiros: Justa oportunidade ao Fábio. Faz ótimas temporadas desde que saiu do Vasco. Os outros goleiros são os melhores do país. Talvez o Diego Alves (ex Galo, atualmente no Valencia) poderia ter uma chance no lugar do Victor que está voltando de lesão.

Laterais: Na direita, nenhuma discussão. Apesar das más exibições de Maicon ainda é o melhor reserva para o Dani Alves. Na esquerda, a ausência de Marcelo é inexplicável. Tudo bem que Marcelo e Mano Menezes já discutiram via imprensa no passado, mas é inadmissível que ele não esteja nesse grupo. É um dos melhores laterais esquerdos do mundo hoje. Bola fora do Mano.

Volantes: Sem muita discussão. Henrique caiu um pouco de rendimento, mas mesmo assim, o vejo num nível maior do que  Arouca, a outra opção, na minha visão. Willians não tem futebol para ser convocado, mesmo com sua evolução nos passes


Meias: Contesto a presença de Jádson. Apesar de ser o meia de criação central do Shakhtar Donesk que fez ótima campanha na Champions, não vive fase tão espetácular e nem é o melhor meia do time. Willian (ex Timão) teve um ano melhor. Poderia dar a oportunidade a Renato Augusto ou Hernanes que fazem ótima temporada na Europa.


Atacantes: A única novidade é a presença do Fred. Não vive bom momento, mas Mano gosta muito do futebol dele e quer análisar seu trabalho. Eu chamaria o Hulk do Porto. Não é um camisa 9 nato, mas vive fase maravilhosa em Portugal.


Os prováveis cortados:

Fábio- primeira convocação.Mano gosta muito do Victor e O Jeférson vive a melhor fase dos goleiros jogando no Brasil.

Henrique-É o volante mais fraco de todos os convocados. Acredito que ele volta.

Jádson- Ainda não mostrou nada na seleção.

Fred- Vai para ser observado. É ótimo jogador, mas está em má fase. O seu concorrente (Leandro Damião) é, hoje, o maior artilheiro do Brasil: 21 gols em 21 jogos.

Nilmar - Está em boa fase no Villarreal, mas concorre com Robinho e Neymar. Acho difícil.

Thiago Neves - A continuação dele na seleção depende além do seu desempenho e da ausência do Paulo Henrique Ganso.

18 de mai. de 2011

As verdinhas que renasceram os Azuis



Tevez é o artilheiro do inglês e principal jogador do City
Mais de 200 milhões de libras foram gastas com contratações. Finalmente deu resultado. O Manchester City garantiu nesta terça-feira (18) a vaga para a próxima Uefa Champions League. Após a vitória por 3 a 0 contra o Stoke City e a “amarelada” do Arsenal contra Aston Villa (perdeu no Emirates por 2 a 1), os azuis ultrapassaram os Gunners e assumiram a terceira posição no inglês.

Com a classificação garantida, o bilionário xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, dono do City, está resolvendo investir pesado. Especula-se que serão absurdos € 227 milhões (aproximadamente R$ 523 milhões) para “torrar” em reforços para a próxima temporada. O pedido teria sido feito pelo técnico Roberto Mancini.

O primeiro alvo? Cristiano Ronaldo. O clube pode investir € 150 milhões (R$ 347 milhões) no craque português do Real Madrid que vive uma temporada mágica. São 38 gols no campeonato nacional (sete a mais que Messi) . É o maior artilheiro de uma única edição do espanhol, se igualando a Telmo Zarra e Hugo Sanchéz, que bateram a mesma marca em 1951 e 1990, respectivamente. Na última rodada, ele tem a chance de se isolar ao enfrentar o último colocado Almería, no Santiago Bernabéu.

Com reforços como Cristiano Ronaldo, Ibrahimovic, que são especulados pela imprensa, alguém dúvida que o City pode chegar lá? Eu não.

9 de mai. de 2011

Primeiros rounds das finais dos estaduais

Galo "jovem" e vingador

Bom jogo em Sete Lagoas. O Galo venceu o jogo embalado pela sua torcida, a única presente na Arena do Jacaré por medida de segurança. Apesar de ter um time menos qualificado tecnicamente e taticamente, o Atlético Mineiro venceu. Méritos de Dorival Júnior que escalou um time jovem (são seis jogadores revelados na base e Mancini que voltou após 9 temporadas na Europa) e dos atletas que não sentiram o peso de uma final contra o maior rival.

Destaques: 

-Do Galo: Patric, apesar de vaiado, fez gol e um ótimo 2º tempo. O ex-jogador do Avaí é a melhor opção alvinegra na direita.

-Do Cruzeiro:
A falha de Fábio no primeiro gol. Um goleiro de sua qualidade não pode tomar daquele. Se falhar mais vezes, a sua chance de jogar na seleção pode ficar ainda mais distante.

-Montillo expulso no fim do jogo. Ele é o melhor jogador do Cruzeiro. Talvez seja o jogador em melhor fase no Brasil. A equipe celeste tem um bom elenco, mas sem dúvidas, Montillo fará falta. 

-Arbitragem: Victorino cometeu penalty no Neto Berola e a expulsão de Montillo foi exagerada, na minha visão. Ambos lances interpretativos. Mas Paulo Cesar é rigoroso e optou pela expulsão. É caracteristico dele.

Gre-nal número 386

Uma vitória tricolor por 3 a 2 em pleno Beira-Rio. É óbvio que é uma vantagem, venceu fora de casa, marcou três gols... Mas os clássicos gaúchos são muito imprevisíveis. A virada colorada é possível, até porque Paulo Roberto Falcão  têm um melhor plantel a disposição do que Renato Portalupe. Veremos no próximo domingo qual será o primeiro ídolo a conquistar um título, como treinador, em terras gaúchas.

Destaques:

-Colorado: As pessímas saídas do gol de Renan. Levou dois gols por cobertura. O último numa saída desastrosa, em que não conseguiu ganhar de Júnior Viçosa que disputou a bola de cabeça. É preocupante. A zaga também está lenta: Rodrigo, índio, Bolívar são jogadores experientes. Não tem mais a velocidade de outrora. O time do Inter precisa de renovação. E ela deve acontecer depois do fim do Gaúcho.

- Grêmio: Além dos dois gols de Júnior Viçosa, é importante destacar a revelação tricolor Leandro. Habilidade e velocidade. Pode se tornar um grande jogador. Ele lembra Anderson (hoje no Manchester United) no começo de carreira. 
Corinthians e Santos não saem do zero

Na decisão paulista, tudo igual no Pacaembu. Paradoxalmente, melhor para o Timão. Apesar de não ter conseguido fazer o resultado na partida disputada "em casa", a equipe de Tite saí na frente por dois motivos: o Santos tem jogo no meio de semana pela Libertadores e Paulo Henrique Ganso se lesionou e não deve vai jogar a finalissíma na Vila. 

Destaques

Santos: Neymar, Neymar, Neymar. Ele assumiu o papel de protagonista. Mesmo com a má atuação de Elano e a contusão de Ganso, conseguiu fazer um bom jogo.

Corinthians: A equipe de Tite vêm evoluindo gradativamente. Vale destacar Paulinho, o jovem Willian que sempre que entra melhora o time e o ótimo Liedsón que sempre jogou em alto nível pelo Timão.

3 de mai. de 2011

Més que un club

Mais uma vez, deu Barça. Os catalães jogaram com autoridade diante do Real Madrid no Camp Nou e , apesar de empatarem em 1 a 1,  vão para o estádio de Wembley disputar a final, mesmo local da conquista do primeiro título da equipe na Champions League, em 1992. A partida será realizada no próximo dia 28. Se der a lógica no outro confronto, eles irão enfrentar o Manchester United. 
Mosaico representando a frase "Mais que um clube" em catalão


Como o esperado, o Barça domina o jogo

Dessa vez o Real Madrid tentou jogar. Entrou em campo com apenas dois volantes, o ótimo Xabi Alonso e o fraco Lass Diarra. Na criação, Kaká no meio, Di Maria na direita, Cristiano Ronaldo na esquerda .Higuaín  isolado a frente. A ideia de Mourinho era retornar ao 4-2-3-1 que conduziu o Real até a semi-final . Os "blancos" tinham que tentar reverter o resultado adverso no primeiro jogo (2 a 0, ambos de Lionel Messi). Não conseguiram.

O meio de campo dos blaugranas envolvia nos toques curtos e na posse de bola. O 4-3-3 que simboliza a equipe de Pep Guadiola desde 2008 foi efetivo e belo, como sempre. O Barça controlava o jogo. Na maioria das vezes tocando de primeira,  explorando principalmente o lado direito do ataque onde Messi, inteligentemente, se colocava. O objetivo do argentino era explorar a deficiente marcação de Marcelo e Ricardo Carvalho que recebeu cartão amarelo aos 13 minutos. Mas o domínio não representava, ainda, chances claras de gol.

Casillas foi crucial no empate no Camp Nou

A partir da metade da etapa inicial, elas surgiram naturalmente. O Barça só não marcou porque esbarrou numa ótima exibição de Iker Casillas. Aos 21', ele salvou uma cabeçada de Sergio Busquets  quase na pequena área. Dez minutos mais tarde, Messi recebeu na direita, driblou Marcelo e Carvalho e deu um lindo chute no canto direito de do goleiro que voou e salvou.. Ainda no primeiro tempo, Casillas foi crucial defendendo chutes de Villa e mais uma vez dele, Lionel Messi.

Gols no segundo tempo e a equipe do Real Madrid perde a cabeça


O Real começou partindo para cima. Logo aos dois minutos, CR7 partiu com a bola em velocidade na intermediária, tocou para Higuaín que completou para a rede. Mas, o árbitro belga Frank de Bleeckere anulou o gol, alegando que o português teria cometido falta em Mascherano. Gol mal anulado. CR7 trombou com Piqué e na queda esbarrou no volante argentino. O toque do português não tinha força para derrubar nem uma pulga. 

Sem sofrer após o gol anulado, o Real marcava pressão a saída de bola adversária. E foi justamente num lance desse que surgiu o gol catalão. Aos 8' do segundo tempo, nada mais nada menos do que SEIS jogadores marcavam no campo de defesa do Barça a saída de bola do goleiro. O que eles não esperavam é que Valdés conseguisse dar um passe excepcional para Dani Alves na intermediária que avançou e, marcado por Ricardo Carvalho,  tocou para Iniesta. Este, com espaço para pensar a jogada, enfiou em profundidade no buraca entre Marcelo e Albiol . Pedro, sozinho, recebeu em velocidade e tirou o zero do placar. Golaço com a marca do Barcelona.

O Real mudou após o gol. Entraram Abebayor e Ozil e saíram os apagados Higuaín e Kaká. Mudou mesmo. Di Maria foi para a esquerda, com o alemão e CR7 se revezando pela direita e pelo meio. Mais velocidade  na saída com a mesma marcação pressão. Deu certo. Xavi Alonso interceptou um passe de Iniesta no campo de ataque , a bola sobrou para Di Maria que driblou Mascherano e chutou forte na trave. A bola voltou nele que só rolou para Marcelo completar de carrinho para as redes. 

A equipe merengue depois do gol tentou assumir as redeás do jogo. Na metade do segundo tempo, a posse de bola chegou a ficar dividida em 50%. Algo irreal na fase atual da equipe catalã ( a última vez que um time teve mais posse de bola que o Barça foi em 2008). E realmente era. 

Dez minutos depois, o Barça já reassumiu o jogo. Com os toques curtos, os blaugranas controlavam  a bola e os atletas do Real perderam a cabeça. Lass Diarra e Abebayor poderiam ter sido expulsos. Marcelo também deu um carrinho criminoso em Messi. O argentino revidou na bola, com uma caneta em Ricardo Carvalho.

Jogadores do Barça comemoram o gol de Pedro

Entre as caneladas do Real e as canetas de Messi, o jogo seguiu até o fim. O único lance de destaque até a consagração do Barça foi a entrada de Abidal no campo. O lateral francês que retirou um tumor no fígado há menos de dois meses, foi aclamado pelas 95 mil pessoas no Camp Nou. Um show de dignidade dos catalães. Um show de bola dos atletas. 

Com certeza, esse time é "Mais que um clube".



2 de mai. de 2011

Será que o bonde está preparado para o Brasileirão?

É o 32º título carioca da história do Flamengo
A vitória foi da competência. Eficiência. O time com os melhores jogadores do estado venceu os dois turnos e, apesar de não empolgar, conquistou um título invicto. É a 32ª taça do clube da Gávea, ou melhor, do Ninho do Urubu como Luxemburgo faz questão de salientar em cada entrevista coletiva. A hegemonia foi ampliada (o clube mais próximo é o Fluminense com 30). Oito dos últimos 13 estaduais são rubro-negros, nos últimos cinco, anos o Fla venceu quatro Cariocas.

A campanha  flamenguista, em números, é inquestionável: 12 vitórias e sete empates. 30 gols marcados, apenas 13 sofridos. Aproveitamento de 75%. Menor do que outras conquistas invictas do clube  (81% em 1979 e 87% em 1996), mas que justificam um título sem derrota.  Por outro lado, o aproveitamento foi superior, por exemplo, ao do Cruzeiro no  campeonato Brasileiro de 2003.  Um feito nada desprezível.

Números que podem esconder as deficiências do time.

Luxemburgo ainda não encontrou aformação ideal. A deficiência crônica na lateral esquerda, a falta de gols (a média 1,57 gols/jogo no estadual) e de criatividade para criar jogadas ofensivas são preocupantes. Além da zaga que não mostra segurança apesar dos poucos sofridos. 

É consenso de que a "cozinha" precisa de reforços (o clube praticamente já acertou com zagueiro Gustavo do Boavista e a presidente Patricia Amorim sonha com Juan da Roma). Para a lateral esquerda,  os nomes de Fábio Aurélio do Liverpool  e Júnior César do São Paulo são ventilados.  No ataque, o sonho é o artilheiro do Amor, Vagner Love. Emerson que rescindiu com o Flu, Fernandão (sem espaço no SP), Ricardo Oliveira, André (ex-Santos) e até Grafite (do Wolfsburg) são opções para entrar no "bonde".

Para o blogueiro, o "bonde" precisa aumentar
Eu ainda vejo a necessidade de mais um volante para o lugar de Maldonado, machucado, só volta em outubro.  Renato não marca como antes, Fierro não é digno de confiança. Muralha, João Vitor e Lorran são jovens ainda, talvez a titularidade pese. 

E você, acha que o "bonde sem freio" está preparado para o Brasileirão?




Abaixo, seguem alguns números sobre séries invictas. Os dados são do jornalista Paulo Vinícius Coelho, da ESPN.

AS MAIORES SÉRIES RUBRO-NEGRAS SEM DERROTA
1. 52 jogos (1978 a 1979) - 43 vitórias, 9 empates
2. 31 jogos (1977) - 20 vitórias, 11 empates
3. 29 jogos (1976) - 22 vitórias, 7 empates
4. 28 jogos (1996) - 20 vitórias, 8 empates
5. 25 jogos (1924/25) - 22 vitórias, 3 empates
6. 24 jogos (1954) - 20 vitórias, 4 empates
    24 jogos (2010/11) - 15 vitórias, 9 empates

OS INVICTOS NA HISTÓRIA DO BRASIL

1-Botafogo (52 jogos, entre 1977/78)
Flamengo (52 jogos, entre 1978/79)
3-Desportiva-ES (51 jogos, entre 1967/68)
4-Bahia (48 jogos, em 1982)
Grêmio (48 jogos, entre 1931/33)
Santa Cruz (48 jogos, entre 1978/79)
7-São Paulo (46 jogos, em 1975)
8-Grêmio (42 jogos, em 1981)
9-Sport (40 jogos, em 1960)
10-Internacional (39 jogos, em 1984)
11-Botafogo (38 jogos, entre 1960/61)
Internacional (38 jogos, em 1975)

28 de abr. de 2011

Colômbia tipo exportação



A partida entre Porto e Villarreal foi uma prova de como o futebol é imprevisível e pode se transformar em 45 minutos. Um jogaço.  Os lusos não atuaram bem no primeiro tempo e desceram para o vestiário perdendo por 1 a 0, gol de Cani, numa das muitas jogadas criadas na "avenida "Alváro Pereira. Na segunda etapa, os colombianos, Falcão Garcia com 4 gols e Guárin (1 gol)  “entraram” no jogo e garantiram uma “final portuguesa, com certeza”. Provavelmente contra o arqui-rival Benfica, que venceu o Braga por 2 a 1 no primeiro jogo da outra semi-final.



A partida

Os colombianos fizeram a diferença
O jogo começou com os portugueses tentando colocar pressão nos espanhóis. Jogando em casa, os dragões partiram para cima, mas não conseguiam ultrapassar as linhas de defesa dos espanhóis. Os laterais amarelos não avançavam e os ponteiros lusos não conseguiam criar situações claras de gol. Mario Gaspar  e Borja  Varejo conseguiram anular Cristian Rodriguez e Álvaro Pereira. Aliás o lateral não fez uma boa partida. Errava muitos passes e cruzamentos, mas o mais grave é que avançava e deixava uma avenida  onde inteligentemente, Juan Carlos Garrido colocou Nilmar.

O brasileiro com sua velocidade era válvula de escape da equipe espanhola. Conseguia criar boas jogadas e a dupla com Rossi, que também é veloz, assustava frequentemente Hélton. Assim surgiu o gol no fim do primeiro tempo, bom passe de Borja Vajero na ponta direita para Nilmar que cruzou na cabeça de Cani. Um a zero justo para os “Yellow Submarine” e fim da primeira etapa.


Tsunami azul afunda o submarino amarelo no segundo tempo


Logo no começo do segundo tempo, Carzola recebeu um passe em profundidade pela esquerda saiu na cara do gol de Hélton, mas ao invés de chutar para o gol, preferiu cruzar para Rossi e a zaga tirou. Parecia que a história da primeira etapa iria se repetir. Só parecia.

Numa jogada rápida pela esquerda, Guarin deu uma belíssima assistência para Falcão Garcia que driblou o goleiro e foi derrubado na pequena área. Penalty. Gol. Era o ínicio o show de eficiência de Falcão. O Porto passou a marcar a pressão no campo de ataque, fazendo com que o Villarreal não conseguisse sair com a bola. E foi justamente num erro de passe na intermediária que saiu o segundo. Guárin recebeu uma bola na direita, limpou Marchena, chutou na trave e no rebote completou pro fundo das redes.



Guárin comemora o gol
A partir do segundo gol, o Porto dominou completamente. Juan Carlo Garrido tentou colocar o time para frente, sacando o volante carequinha Borja Vajero para a entrada de Mubarak, meia pela esquerda. Aí ele perdeu o jogo. Os portistas mantinham a posse de bola e criavam boas situações de gol, principalmente pela direita de ataque com as tabelas de Hulk-Guarin. Numa dessas jogadas pela ponta, o volante colombiano driblou Mussachio e cruzou forte para Falcão Garcia que de carrinho completou para as redes.

Aos 30’, Hulk deu um drible seco no lateral Catalá, que tomou cartão amarelo. Falta na intermediária de ataque. Adivinhem o que aconteceu. Cruzamento de Freddy Guarin e gol de cabeça de Falcão. Daí em diante, André Villas-Boas, discípulo de Mourinho, resolveu poupar Hulk e o volante colombiano, para a entrada do ex-vascaíno Souza e o jovem James Rodrigués.

Falcão fez quatro gols e levou a bola para casa
O jogo já estava ganho, mas ainda houve tempo para mais um gol dele. Aos 44’, batida de escanteio no segundo pau e Garcia finalizou de cabeça para marcar seu 16º gol em 14 jogos na Europa League, média maior que a de Messi na Champions. É o artilheiro com 6 gols de frente para Rossi, e pelo segundo jogo seguido faz três gols numa partida (Hat-trick). Na temporada são 35, dois a menos que Hulk, goleador do time na temporada.

André Villas-Boas


O português André Villas-Boas é pupilo de Mourinho. Na verdade, era o membro da comissão técnica responsável por analisar os adversários das equipes de “Mou” de 2003 até 2008. Isso significa que o acompanhou no Porto, no Chelsea e na Inter. Começou a carreira  de treinador na Acadêmica de Coimbra com a missão de tirar a equipe da zona de rebaixamento e a deixou na 11ª colocação. Em 2010 saiu de Coimbra para o Porto. E os números da primeira temporada na capital são impressionantes: venceu 49 jogos, empatou 5 e perdeu apenas 5. Fez 137 gols e só levou 40. Tem tudo para vencer a Liga Portuguesa de forma invicta e ganhar na 1ª temporada o título português, da Copa da Uefa e da Taça de Portugal. Assim como seu mestre Mourinho.

A bola pune, Mourinho

A semana que antecedia o superclássico foi tensa. José Mourinho, bem ao seu estilo, hamou a atenção e mudou o foco do jogo. Afirmou em entrevista coletiva que Guardiola criou um novo estilo de treinador: os que reclamam quando o árbitro acerta. O técnico catalão garantiu que a resposta viria dentro de campo. E ela veio.  


O aguardado cumprimento de Mourinho e Guardiola
O português provou que é inteligente e mostrou humildade, coisa rara nele, após levar uma sonora goleada no Camp Nou por 5 a 0 no primeiro turno do campeonato espanhol. Na sequência de jogos entre Real e Barça nos meses de abril e maio, ele abdicou da caracteristica de seus jogadores e criou uma tática para anular o Barcelona. Um meio de campo com marcação forte e avançada de Pepe e  Khedira com Xabi  Alonso um pouco mais recuado conseguiu frear o jogo envolvente do Barça, em Valencia, na final da Copa do Rei. O Real venceu num contra-ataque pela esquerda, numa jogada rápida de Marcelo e Di Maria que encontrou a cabeça de CR7 para marcar o gol do título.


O erro de "Mou" foi acreditar que essa tática defensiva funcionaria para sempre. Mesmo jogando em casa pela primeira partida da UCL, ele manteve a tática, só que, agora, ela não funcionou. Com o desfalque do volante alemão e a entrada de Lassana Diarra, a equipe merengue perdeu a saída de bola (o luso-brasileiro e o frânces não se destacam pelo passe, não mesmo). Com Ozil apagado e Alonso muito recuado não havia ligação entre a defesa e o ataque. O Real roubava a bola e não sabia o que fazer com ela. Tentava sair em velocidade pelas pontas ou com Di Maria pela esquerda ou com Ozil e Cristiano Ronaldo (que revezavam na direita),  mas poucas vezes foi efetivo Essa foi a tônica do primeiro tempo: Barça com a bola, tentando criar mas esbarrando na marcação do Real, de muita ocupação dos espaços e força física. As únicas ameças dos madrilistas foram em chutes de fora da área de Cristiano Ronaldo. Um primeiro tempo fraco que se destacou mais pelas faltas e pela catimba dos jogadores do que pelo futebol apresentado. 

A expulsão de Pepe mudou o panorama do clássico
A entrada de Adebayor no segundo tempo parecia que iria mudar o jogo. Com a saída de Ozil, CR7 foi jogar pela direita , Di Maria se mantinha pela esquerda e o Togolês era a referência no ataque. Substituição que ajudaria o time da capital nas bolas aéreas. Na prática, o jogo não mudou muito: o Barça tinha a posse de  bola (que foi superior a 71%)  e o Real tentava contra-atacar. Até que aos 16', o esquema ultradefensivo de "los blancos" sofreu um duro golpe que mudou a história do jogo: Pepe foi expulso após uma dividida de bola com Dani Alves na intermediária de defesa dos blaugranas.  

Com espaço, todo mundo sabe o que esse time do Barça é capaz de fazer.A posse de bola e troca de passes curtos e rápidos fez com que o Barça, que já dominava o jogo, conseguisse criar situações claras de gol. Para explorar ainda mais o lado direito de ataque, Guardiola tirou Pedro e colocou o Affelay. E foi justamente numa jogada de habilidade e velocidade pela direita que o holandês deixou Marcelo na saudade e cruzou para Messi se antecipar  na pequena área e completar. Gol do Barcelona.

No fim do jogo, Messi fez mais um. Um gol com a marca dele. Gol de craque, gênio, monstro. Como diz Jorge Ben, "tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque e tirou o goleiro. Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade." É o melhor jogador da minha geração. E o gol foi coisa de cinema, por isso é melhor assistir do que ler sobre ele.




    Messi, o monstro


São 56 jogos e 35 gols na Uefa Champions League. Nessa edição ele fez 11 gols em 11 jogos. Ele só tem 23 anos e já venceu uma UCL. Esse é Lionel Messi. O maior goleador da história do campeonato é Raul. González Com 32 anos e três campeontatos, o espanhol tem 71 gols anotados. Mantendo a média desse ano, o hermano alcança Raul na temporada 2014/2015, logo depois da Copa no Brasil. O natural é ele se transformar no maior goleador da história da UCL. Alguém dúvida?